Histórias
Da rua para a frente da sala.
A melhor prova que temos não é um número. São as pessoas que tiramos da rua: cresceram, voltaram, e hoje são elas que puxam os outros para fora. Aqui estão algumas.
Coordenadora do centro de dia
Ema
Chegou de uma família que não dava conta dela, e cresceu com a gente.
A Ema cresceu dentro do centro: oito anos de cafés da manhã, idas à escola, a igreja, e gente que não ia embora. Passou pelo grupo das crianças, depois começou a ajudar com os menores. Este mês voltou, não como criança, mas como coordenadora, responsável pelas próximas 35. Ano que vem quer estudar odontologia no Brasil.
Toda criança aqui é uma futura Ema. €30 por mês compram os anos que isso leva.
Da rua à liderança
Nermin
Chegou até nós vindo da rua, aos 19 anos, sem domicílio fixo.
O Nermin vivia na rua, sem para onde ir, quando chegou até nós aos 19 anos. Foi morar na fazenda Half Way Home e depois passou a trabalhar no centro, onde criamos um emprego para ele. Ficou três anos, e em algum ponto desses anos se converteu. Hoje toca acampamentos e faz a fotografia e o vídeo de igrejas, aqui e com organizações cristãs por toda a Bósnia. A rua já o tinha dado como perdido. Agora é ele quem constrói coisas para os outros.
Uma história que começou tão mal quanto se pode começar, e está terminando bem. Sua doação mensal é o que paga os anos no meio do caminho.
Subindo na vida
Os formandos
Quatro crianças terminaram o fundamental este ano.
Gabriel, Mustafa, Adna e Angela, todos crianças ciganas de famílias desestruturadas, estão indo para o ensino médio, a maioria seguindo em frente. Um se formou como o melhor da turma e mira a faculdade de medicina. Um menino que começou na rua, mirando medicina. É o que alguns anos, um prato quente e alguém que acredita conseguem fazer.
Este é o ciclo no meio do giro. Sua doação mensal é o que o mantém girando.